O Oriente com a cara do Brasil

Dia 18 de junho do 42º ano da era Meiji, ano de 1908 no calendário ocidental. O navio Kasato-Maru chega ao porto de Santos, trazendo as primeiras 167 famílias de imigrantes japoneses, num total de 791 pessoas. Com exceção de 12 pessoas que permaneceram em São Paulo, as demais são encaminhadas para as lavouras de café, no interior do Estado.

Em 1906, Saburosuke Fujisaki instala no nº58 da Rua São Bento, a empresa Comercial Fujisaki, com o intuito de importar produtos japoneses. Na época, a cidade de São Paulo tinha uma população de aproximadamente 350 mil pessoas, e o meio de transporte era a carroça. Já havia ruas com calçamentos e alguns prédios de quatro andares.

Quando aportou em Santos, o segundo navio trazendo imigrantes do Japão, no dia 28 de junho de 1910, havia 268 japoneses em São Paulo. Eram os refugiados das zonas agrícolas, discriminados como “vagabundos”.
Havia muitos que não suportavam a carga de trabalho nas lavouras de café nas fazendas do interior e outros que simplesmente procuravam novo tipo de profissão.

Eles vinham para a cidade e acabavam trabalhando em marcenarias, se tornavam pintores e alguns casais chegaram a ser caseiros em residências familiares brasileiras.
Nessa mudança da vida rural para atividade na cidade percebe-se que os imigrantes passaram a pensar em progredir, de viver com objetivo.

Trabalhar na cidade significava sonhar por dias melhores e não apenas trabalhar para sobreviver, como acontecia no interior.
Alguns chegaram a voltar para o campo, mas aos poucos os japoneses começaram a se encaixar nas indústrias que estavam se instalando em São Paulo. Havia aqueles que conseguiam empregos nos estabelecimentos comercias. Gradativamente a figura do japonês passou a ser notada no dia a dia da cidade.

O primeiro ponto de encontro dos japoneses que vinham da lavoura para a cidade, foi uma casa alugada pelo Comercial Fujikasi, na Rua de São Paulo nº20, transformada numa espécie de pensão, por um casal que preparava as refeições para os funcionários daquela empresa. Havia uma marcenaria no nº15, um pessoal vindo de Kagoshima. No nº41 da Rua dos Estudantes, pessoal da província da Fukushima. Todos esses serviam como alojamentos. Eram pequenos quartos nos porões, ocupados às vezes por seis, até oito pessoas.

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