A expulsão dos japoneses

A vida não estava fácil para os imigrantes japoneses que viviam em São Paulo, mas havia trabalho, comida e moradia. Nos anos 20 e 30, eles já estavam integrados à vida da cidade. Havia jogos de yakyu (beisebol) nos fins de semana, as crianças podiam estudar em escolas de ensino do idioma em japonês. O vai e vem dos imigrantes do campo para a cidade também era bastante intenso. A sociedade japonesa em São Paulo estava em franca atividade.

Em 18 de junho de 1933 comemoraram-se os 25 anos de Imigração Japonesa no Brasil e no mês de julho seguinte, o governo brasileiro promulga uma lei restringindo para 2% o total de imigrantes que podiam entrar no país. No dia 25 de dezembro, em mais um ato do Governo de Getúlio Vargas, são fechadas as escolas de ensino de idioma estrangeiro, entre as quais o japonês.

Em 1941, o Governo ordena a suspensão da publicação dos jornais em língua japonesa.

Deixaram de ser publicados naquele ano, os jornais Sieshu Jihô, Burajiru Jihô, Nippon Shimbun e por último o Burajiru Shimbun (Nippaku Shimbun). Como início da guerra do Pacífico, em 1942, o Governo de Vargas rompe as relações diplomáticas com o Japão, com o fechamento do Consulado Geral do Império do Japão em São Paulo. No dia 6 de setembro, por conta do rompimento das relações diplomáticas, o Governo Brasileiro decreta a expulsão dos japoneses residentes nas ruas Conde de Sarzedas e Estudantes, o maior reduto de japoneses fora do Japão.

Somente em 1945, após a rendição do Japão na Segunda Grande Guerra é que a situação volta à normalidade para os imigrantes japoneses.

YanoneKaffeesatz|YanoneKaffeesatz|YanoneKaffeesatz|b05 sbww bsd|||b01 c05 bsd|b01 c05 bsd|b01 c05 bsd|b01 c05 bsd|b01 c05|b01 c05 bsd|||